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O biólogo frente aos estudos ambientais

A complexidade das questões ambientais requer o conhecimento e interação de diferentes profissionais de ramos da ciência. Os biólogos são os...

26 de maio de 2013

Medidas de controle em acidentes rodoviários com produtos químicos

É certo que o Brasil, dado a sua dimensão territorial, possui o modal rodoviário como o principal meio de transporte. Nas nossas rodovias, o transporte de cargas químicas e perigosas vem cada vez mais se intensificando e acidentes envolvendo estes veículos podem representar impactos significativos ao meio físico, biótico e sócio-econômico.
A CETESB nos dá algumas orientações sobre medidas de controle para mitigar os impacto nos casos de acidentes.


Medidas de controle


As formas e táticas de ação para controle de um acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos podem variar bastante, de acordo com o cenário da ocorrência, as características físicas e químicas dos produtos envolvidos e a quantidade vazada. A segurança e eficiência das medidas de controle serão diretamente proporcionais à existência de um planejamento prévio, que tenha definido um conjunto de procedimentos para atuar nestas circunstâncias.

A avaria, colisão ou tombamento de um veículo podem ocasionar vazamentos de pequeno ou grande porte de produtos químicos líquidos, sólidos e gasosos, em conseqüência do rompimento de embalagens, seccionamento de válvulas, furos em costados de tanques, rompimento de tambores, entre outros. Neste sentido, se faz necessária a adoção de medidas específicas para controle da ocorrência, pela equipe em campo, no sentido de limitar suas conseqüências e minimizar possíveis impactos à comunidade e ao meio ambiente.

Dentre as inúmeras medidas de controle em uma ocorrência, as empregadas rotineiramente nestes episódios são:

Estancamento do vazamento

Face a constatação do vazamento em andamento, é uma operação que visa paralisar a saída do produto do sistema contenedor (tanque, tambor), através da aplicação de dispositivos específicos para estancar vazamentos de substâncias químicas tais como batoques, cunhas, massas de vedação e outros.


Estancando vazamento de ácido clorídrico em costado de tanque com aplicação de massa de vedação e batoque


Contenção do produto vazado

As técnicas para contenção dependem do cenário específico
de cada acidente. 
Considera especialmente como e para onde o produto está vazando,
ou seja, para a atmosfera (ar), solo, sistema de drenagem, galerias 
subterrâneas, corpos d´ água, charcos, áreas naturais vegetadas, 
regiões habitadas, etc.

Dependendo das características físicas do produto e do tipo de cenário
onde se desenvolve a ocorrência, existem técnicas apropriadas para
ações de contenção, que podem ser desde a aplicação de uma neblina
de água, para a dispersão de  uma nuvem de vapor ou gás no ar, até a
construção de desvios e diques, para interceptar o fluxo do produto
líquido numa depressão do terreno como vala, bacia ou tanque, ou ainda
sua retenção através da construção de barreira física de areia ou terra,
para impedir a sua movimentação no solo.

As ações de contenção realizadas em corpo d´água, irão depender
de algumas características e propriedades do produto envolvido, 
tais como solubilidade, densidade e viscosidade, bem como das
condições intrínsecas do ambiente receptor (dimensões, profundidade, 
vazão, sensibilidade ambiental). 
Barreiras flutuantes confeccionadas de material absorvente são
frequentemente utilizadas para conter e absorver produtos oleosos.

Recolhimento e contenção com barreiras

Neutralização

Um dos métodos que pode ser aplicado em campo para a redução
dos riscos é a neutralização do produto derramado.
Esta técnicaconsiste na adição de um produto químico,
de modo a levar o pHda área contaminada pelo produto
a valores próximos ao natural,especialmente para acidentes
com vazamento de substâncias corrosivas (ácidos ou bases).

Para substâncias ácidas, os produtos comumente utilizados para
a neutralização são a barrilha e a cal hidratada, ambas com características
alcalinas. A utilização da cal virgem não é recomendada, uma vez
que sua reação com ácidos é extremamente vigorosa.
Soluções fracas e diluídas, alcalinas ou ácidas, também podem ser
utilizadas na neutralização.

Especial atenção deve ser dada para se evitar o lançamento de água
nestas ocasiões, uma vez que a diluição é freqüentemente 
ineficiente e acaba-se por ampliar ainda mais a contaminação. 
O lançamento de água pode ainda carrear o produto 
para galerias de drenagem e corpos d'água, ambientalmente
sensíveis.


Ações de neutralização

Antes que a neutralização seja efetuada, deverá ser recolhida 
a maior quantidade possível do produto derramado, de modo
a evitar o excessivo consumo de produto neutralizante e,
consequentemente, a geração de grande quantidade de resíduos.

Cabe destacar que, para o emprego deste método, deve haver 
acompanhamento de um especialista da área ambiental, já que 
a sua aplicação inadequada poderá gerar conseqüências danosas 
ao meio ambiente, além de riscos para as pessoas envolvidas.

FONTE: CETESB

17 de abril de 2013

Grupo Recuperação de Áreas Degradadas


Recuperação de Áreas Degradadas


Participem do Grupo Recuperação de Áreas Degradadas em Biólogos.bio
Grupo destinado a discussões da competência e  contribuição dos biólogos na Recuperação de Áreas Degradadas
http://biologos.ning.com/group/recuperacao-de-areas-degradadas


2 de dezembro de 2012

Curso EAD Introdução a Educação Ambiental


Introdução à Educação Ambiental

Este Programa de Introdução à Educação Ambiental foi elaborado pela equipe de professores tutores do portal ITTI EAD, que acompanharão e interagirão com os alunos, dando o suporte pedagógico necessário no decorrer de toda a capacitação continuada em Educação Ambiental.
Este Programa trará uma síntese dos princípios e conceitos da Educação Ambiental. Através dele ampliaremos nossa visão sobre a Educação Ambiental, de forma crítica, para que possamos assumir como cidadãos conscientes, o desafio de implementar  ações transformadoras da realidade, com vistas a superar a problemática ambiental atual.
leia mais e se inscreva em 
http://www.ittiead.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=4&Itemid=22

22 de outubro de 2012

Artigo Percepções dos Motoristas Rodoviários


É com muita satisfação que divulga abaixo o artigo fruto de pesquisa do mestrado em ecologia e biomonitoramento)UFBA).

Depois de muitas análises, idas e vindas de pareceristas, revisões,etc, chega a publicação. Realmente, não é fácil pôr os ovos(publicar) desta galinha(ciência).

PERCEPÇÕES DOS MOTORISTAS RODOVIÁRIOS SOBRE OS IMPACTOS DO TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES NA CONSERVAÇÃO DA FAUNA

Gilvan Mota de Souza, Sueli Almuiña Holmer Silva

Resumo


O presente estudo analisa as percepções dos motoristas rodoviários em Feira de Santana (BA), sobre os impactos do tráfico de animais silvestres na conservação da fauna, com vistas a subsidiar a elaboração de um programa de educação ambiental. As entrevistas foram realizadas com aplicação de formulários junto aos motoristas através do método de amostragem não probabilístico por julgamento. Os dados foram analisados quali-quantitativamente, através da técnica de análise de conteúdo, concluindo-se que a percepção dos motoristas, embora tenha revelado atitudes positivas sobre a conservação da fauna, demonstra que é necessária a promoção de um programa de educação ambiental que contemple a discussão da concepção de meio ambiente segundo uma perspectiva histórica e que represente uma valorização profissional em termos laborais, econômicos e de oportunidades.

Palavras-chave


Percepções; Tráfico de animais silvestres; Conservação da fauna; Motoristas rodoviários; Educação ambiental
Texto completo: PDF 

Ambiente & Educação, ISSN 1413-8638, E-ISSN 2238-5533, Rio Grande, Brasil.

31 de agosto de 2012

Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental


O Curso de Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental tem como objetivo qualificar profissionais comprometidos com a política do Sistema Único de Saúde (SUS) para atuação em Vigilância em Saúde Ambiental e áreas afins.
O curso tem carga horária de 360h de disciplinas e mais 70 horas para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, perfazendo um total de 430 horas. Será oferecido para todo o território nacional, gratuitamente, no formato semipresencial.
Caso tenha interesse nesta seleção, acesse o portal através do endereço eletrônico www.iesc.ufrj.br/labead e obtenha mais informações. 
O edital está previsto para outubro de 2012. Este conterá todas as informações necessárias para a inscrição e o cumprimento das respectivas etapas do processo seletivo.

Coordenação de Divulgação – LABEAD/IESC/UFRJ
Laboratório de Educação a Distância – Instituto de Estudos em Saúde Coletiva
Universidade Federal do Rio de Janeiro 

30 de agosto de 2012

Projeto autoriza biólogo a ser responsável técnico em produção de sementes

Por Saulo Cruz

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3423/12, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP), que autoriza o biólogo a exercer a responsabilidade técnica pela produção, beneficiamento, reembalagem ou análise de sementes em todas as suas fases. Atualmente, os responsáveis técnicos por essas atividades são os engenheiros agrônomos e florestais. A proposta altera a lei de crimes ambientais, que trata do Sistema Nacional de Sementes e Mudas (Lei 10.711/03).
Segundo o autor, os conteúdos para o exercício dessas atividades constam do núcleo de formação básica dos biólogos. “Vale frisar que muitos destes conteúdos são oferecidos de forma compartilhada entre os cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Agronômica e Florestal, e que a maioria dos docentes que ministram tais conteúdos são biólogos, sendo, inclusive, autores de um grande número de trabalhos científicos e livros na área”, afirma.
Ricardo Izar argumenta ainda que se o biólogo detém habilitação técnico-científica não há porque restringir sua atuação profissional na área de tecnologia de sementes e vivericultura, que é a produção de mudas.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.