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O biólogo frente aos estudos ambientais

A complexidade das questões ambientais requer o conhecimento e interação de diferentes profissionais de ramos da ciência. Os biólogos são os...

25 de junho de 2013

Edital FNMA Educação Ambiental e Agricultura Familiar

Divulgação Edital FNMA 01-2013 Educação Ambiental e Agricultura Familiar


O Edital 01/2013 visa o  apoio  a projetos orientados para a formação de Agentes Populares de Educação Ambiental na agricultura  familiar  e  a  implementação   de   projetos  comunitários  de  Educação  Ambiental, priorizando a  formação de mulheres    e agentes jovens.



14 de junho de 2013

Restauração Ecológica na Caatinga

Visitando o Grupo Restauração http://www.gruporestauracao.com.br/ encontramos diversos artigos e dissertações acadêmicas.  Li a dissertação de Higor dos Santos Vieira, da UFS de sobre o tema restauração ecológica.
Transcrevo abaixo  o resumo desta por achar interessante do ponto de vista prático para conhecermos mais a ecologia da vegetação da caatinga, bioma ainda desconhecido em termos de restauração ecológica. 

Resumo do Autor

Apesar de existirem muitos fragmentos de vegetação no Semiárido, observa-se uma carência de técnicas para a recuperação daqueles que se encontram em processo de degradação. A maioria dos trabalhos sobre degradação está baseada na identificação de locais e graus de desertificação, sendo que práticas de recuperação são poucas, e quando realizadas, buscam apenas aspectos econômicos, deixando o ecológico em segundo plano. Neste contexto, o presente estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o desenvolvimento de cinco espécies de plantas lenhosas da Caatinga sob diferentes regimes hídricos, em um trecho de mata ciliar do Alto Sertão Sergipano. Para isso, foi aplicado um método de recomposição vegetal artificial em um ambiente com alto grau de degradação, localizado no Monumento Natural Grota do Angico, município de Poço Redondo, Sergipe. O delineamento na implantação do experimento foi feito em blocos casualizados (DBC), em esquema fatorial com quatro repetições, utilizando o espaçamento 3x3 m entre as plantas. Em cada bloco foi efetuado o plantio de 40 mudas de Aspidosperma pyrifolium Mart., Erythrina velutina Willd., Geoffroea spinosa Jack., Myracrodruon urundeuva Allemão e Spondias tuberosa Arruda, sendo 8 indivíduos por espécie. Após três meses, realizou-se a divisão dos blocos em 8 áreas similares, as quais foram sorteadas. Com base nesse resultado, foram empregados dois tratamentos (com irrigação – C.I. e sem irrigação – S.I.) com 4 indivíduos por espécies em cada bloco. Com esses dados, avaliou-se a sobrevivência das mudas e as características de crescimento (altura, diâmetro à altura do colo e taxa de crescimento relativo). Foi constatado que a média geral de sobrevivência das espécies após 7 meses foi 91,22%. Duas espécies apresentaram sobrevivência superior à média geral, A. pyrifolium, com 96,8%, e S. tuberosa, com 93,7%. Erythrina velutina apresentou maior taxa de crescimento relativo em altura nos dois tratamentos (C.I. e S.I.), seguida de M. urundeuva (C.I.), que por sua vez teve desenvolvimento superior às demais espécies e tratamentos. Para a taxa de crescimento em diâmetro do colo, observou-se que a M. urundeuva (S.I.) apresentou maior TCR (29,30%), seguido do G. spinosa (C.I.) com TCR (27,52 %). No incremento em altura destacaram-se as espécies S. tuberosa (55,63 cm (C.I.) e 55,50 cm (S.I.)) e E. velutina (55,16 cm (C.I.) e 52,03 cm (S.I.)), que apresentaram desenvolvimento superior às demais espécies. Erythrina velutina (C.I. (19,0 mm) e S.I. (17,5 mm)) e Spondias tuberosa (C.I. (8,7 mm) e S.I. (9,3 mm)) apresentaram maiores valores absolutos para diâmetro do colo. Neste estudo, as espécies selecionadas apresentaram índices de sobrevivência e desenvolvimento inicial satisfatórios, sendo indicadas para a recomposição de vegetação ciliar na referida área.
Palavras-chave: recuperação ambiental, mudas, Caatinga.


Em uma área de Caatinga, em Lagedinho,BA, pude observar que o agricultor simplesmente deixou de cultivar a lavoura da mamona ( Ricinus communis L) há cerca de 30 anos, dando vez a vegetação nativa crescer e desenvolver, tornando-se uma capoeira alta e funcionando como corredor para fauna ( no caso um lagarto listrado -  Cnemidophorus ocellifer). 
Imagino que seja possível isolar uma área próximo a um fragmento de caatinga e deixar que a natureza faça o seu papel. 
Certamente com as técnicas aplicada advindas do conhecimento acadêmico nestas áreas, os resultados serão melhores e mais rápido.
Vejam fotos

Fotos

26 de maio de 2013

Medidas de controle em acidentes rodoviários com produtos químicos

É certo que o Brasil, dado a sua dimensão territorial, possui o modal rodoviário como o principal meio de transporte. Nas nossas rodovias, o transporte de cargas químicas e perigosas vem cada vez mais se intensificando e acidentes envolvendo estes veículos podem representar impactos significativos ao meio físico, biótico e sócio-econômico.
A CETESB nos dá algumas orientações sobre medidas de controle para mitigar os impacto nos casos de acidentes.


Medidas de controle


As formas e táticas de ação para controle de um acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos podem variar bastante, de acordo com o cenário da ocorrência, as características físicas e químicas dos produtos envolvidos e a quantidade vazada. A segurança e eficiência das medidas de controle serão diretamente proporcionais à existência de um planejamento prévio, que tenha definido um conjunto de procedimentos para atuar nestas circunstâncias.

A avaria, colisão ou tombamento de um veículo podem ocasionar vazamentos de pequeno ou grande porte de produtos químicos líquidos, sólidos e gasosos, em conseqüência do rompimento de embalagens, seccionamento de válvulas, furos em costados de tanques, rompimento de tambores, entre outros. Neste sentido, se faz necessária a adoção de medidas específicas para controle da ocorrência, pela equipe em campo, no sentido de limitar suas conseqüências e minimizar possíveis impactos à comunidade e ao meio ambiente.

Dentre as inúmeras medidas de controle em uma ocorrência, as empregadas rotineiramente nestes episódios são:

Estancamento do vazamento

Face a constatação do vazamento em andamento, é uma operação que visa paralisar a saída do produto do sistema contenedor (tanque, tambor), através da aplicação de dispositivos específicos para estancar vazamentos de substâncias químicas tais como batoques, cunhas, massas de vedação e outros.


Estancando vazamento de ácido clorídrico em costado de tanque com aplicação de massa de vedação e batoque


Contenção do produto vazado

As técnicas para contenção dependem do cenário específico
de cada acidente. 
Considera especialmente como e para onde o produto está vazando,
ou seja, para a atmosfera (ar), solo, sistema de drenagem, galerias 
subterrâneas, corpos d´ água, charcos, áreas naturais vegetadas, 
regiões habitadas, etc.

Dependendo das características físicas do produto e do tipo de cenário
onde se desenvolve a ocorrência, existem técnicas apropriadas para
ações de contenção, que podem ser desde a aplicação de uma neblina
de água, para a dispersão de  uma nuvem de vapor ou gás no ar, até a
construção de desvios e diques, para interceptar o fluxo do produto
líquido numa depressão do terreno como vala, bacia ou tanque, ou ainda
sua retenção através da construção de barreira física de areia ou terra,
para impedir a sua movimentação no solo.

As ações de contenção realizadas em corpo d´água, irão depender
de algumas características e propriedades do produto envolvido, 
tais como solubilidade, densidade e viscosidade, bem como das
condições intrínsecas do ambiente receptor (dimensões, profundidade, 
vazão, sensibilidade ambiental). 
Barreiras flutuantes confeccionadas de material absorvente são
frequentemente utilizadas para conter e absorver produtos oleosos.

Recolhimento e contenção com barreiras

Neutralização

Um dos métodos que pode ser aplicado em campo para a redução
dos riscos é a neutralização do produto derramado.
Esta técnicaconsiste na adição de um produto químico,
de modo a levar o pHda área contaminada pelo produto
a valores próximos ao natural,especialmente para acidentes
com vazamento de substâncias corrosivas (ácidos ou bases).

Para substâncias ácidas, os produtos comumente utilizados para
a neutralização são a barrilha e a cal hidratada, ambas com características
alcalinas. A utilização da cal virgem não é recomendada, uma vez
que sua reação com ácidos é extremamente vigorosa.
Soluções fracas e diluídas, alcalinas ou ácidas, também podem ser
utilizadas na neutralização.

Especial atenção deve ser dada para se evitar o lançamento de água
nestas ocasiões, uma vez que a diluição é freqüentemente 
ineficiente e acaba-se por ampliar ainda mais a contaminação. 
O lançamento de água pode ainda carrear o produto 
para galerias de drenagem e corpos d'água, ambientalmente
sensíveis.


Ações de neutralização

Antes que a neutralização seja efetuada, deverá ser recolhida 
a maior quantidade possível do produto derramado, de modo
a evitar o excessivo consumo de produto neutralizante e,
consequentemente, a geração de grande quantidade de resíduos.

Cabe destacar que, para o emprego deste método, deve haver 
acompanhamento de um especialista da área ambiental, já que 
a sua aplicação inadequada poderá gerar conseqüências danosas 
ao meio ambiente, além de riscos para as pessoas envolvidas.

FONTE: CETESB

17 de abril de 2013

Grupo Recuperação de Áreas Degradadas


Recuperação de Áreas Degradadas


Participem do Grupo Recuperação de Áreas Degradadas em Biólogos.bio
Grupo destinado a discussões da competência e  contribuição dos biólogos na Recuperação de Áreas Degradadas
http://biologos.ning.com/group/recuperacao-de-areas-degradadas


2 de dezembro de 2012

Curso EAD Introdução a Educação Ambiental


Introdução à Educação Ambiental

Este Programa de Introdução à Educação Ambiental foi elaborado pela equipe de professores tutores do portal ITTI EAD, que acompanharão e interagirão com os alunos, dando o suporte pedagógico necessário no decorrer de toda a capacitação continuada em Educação Ambiental.
Este Programa trará uma síntese dos princípios e conceitos da Educação Ambiental. Através dele ampliaremos nossa visão sobre a Educação Ambiental, de forma crítica, para que possamos assumir como cidadãos conscientes, o desafio de implementar  ações transformadoras da realidade, com vistas a superar a problemática ambiental atual.
leia mais e se inscreva em 
http://www.ittiead.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=4&Itemid=22

22 de outubro de 2012

Artigo Percepções dos Motoristas Rodoviários


É com muita satisfação que divulga abaixo o artigo fruto de pesquisa do mestrado em ecologia e biomonitoramento)UFBA).

Depois de muitas análises, idas e vindas de pareceristas, revisões,etc, chega a publicação. Realmente, não é fácil pôr os ovos(publicar) desta galinha(ciência).

PERCEPÇÕES DOS MOTORISTAS RODOVIÁRIOS SOBRE OS IMPACTOS DO TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES NA CONSERVAÇÃO DA FAUNA

Gilvan Mota de Souza, Sueli Almuiña Holmer Silva

Resumo


O presente estudo analisa as percepções dos motoristas rodoviários em Feira de Santana (BA), sobre os impactos do tráfico de animais silvestres na conservação da fauna, com vistas a subsidiar a elaboração de um programa de educação ambiental. As entrevistas foram realizadas com aplicação de formulários junto aos motoristas através do método de amostragem não probabilístico por julgamento. Os dados foram analisados quali-quantitativamente, através da técnica de análise de conteúdo, concluindo-se que a percepção dos motoristas, embora tenha revelado atitudes positivas sobre a conservação da fauna, demonstra que é necessária a promoção de um programa de educação ambiental que contemple a discussão da concepção de meio ambiente segundo uma perspectiva histórica e que represente uma valorização profissional em termos laborais, econômicos e de oportunidades.

Palavras-chave


Percepções; Tráfico de animais silvestres; Conservação da fauna; Motoristas rodoviários; Educação ambiental
Texto completo: PDF 

Ambiente & Educação, ISSN 1413-8638, E-ISSN 2238-5533, Rio Grande, Brasil.

31 de agosto de 2012

Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental


O Curso de Especialização em Vigilância em Saúde Ambiental tem como objetivo qualificar profissionais comprometidos com a política do Sistema Único de Saúde (SUS) para atuação em Vigilância em Saúde Ambiental e áreas afins.
O curso tem carga horária de 360h de disciplinas e mais 70 horas para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, perfazendo um total de 430 horas. Será oferecido para todo o território nacional, gratuitamente, no formato semipresencial.
Caso tenha interesse nesta seleção, acesse o portal através do endereço eletrônico www.iesc.ufrj.br/labead e obtenha mais informações. 
O edital está previsto para outubro de 2012. Este conterá todas as informações necessárias para a inscrição e o cumprimento das respectivas etapas do processo seletivo.

Coordenação de Divulgação – LABEAD/IESC/UFRJ
Laboratório de Educação a Distância – Instituto de Estudos em Saúde Coletiva
Universidade Federal do Rio de Janeiro